terça-feira, janeiro 22, 2008

Vivit sub pectore vulnus...

Dou comigo preso a uma necessidade de exorcisar demónios que me atormentaram durante meses... Quero escrever mas não sei o que dizer nestas linhas... Que fazer?? Onde me inspirar?? Voltar a bater na tecla Enter que não abre um coração ferido do qual não fui eu o agressor, mas por tabela de um cego e de uma sociedade vendada me nega a oportunidade de o curar?? Não!!!! Quem não quer nem ser amado não o merece!! Tentar procurar quem o mereça neste mundo?? Já tinha encontrado mas estava tão absorvido pela perpetualidade saprófita de um amor que não me abandona, mas com o qual finalmente aprendi a viver, que não me tinha dado conta. Mas saí do vale, a cordilheira que me rodeava não mais bloqueia a frequência que insistentemente se difundia até mim. Sintonizei e não voltarei a refugiar-me nas voláteis ninfas de Baco, já não preciso delas para esquecer. Não tenho que esquecer. Chamá-las-ei quando me quiser divertir e a próxima chamada é já daqui a uma semana e meia. Como não me quero abstrair do mundo dançarei com elas ao som do samba e na companhia de quem me quer bem.
Mais uma vez sou eu o centro da minha escrita quando mais nada me inspira um comentário... pelo menos construtivo... Se fosse para falar do mundo tinha críticas que davam pano para mangas. Mas para quê agravar a depressão de quem me lê?? Para isso já temos a Babilónia!! Temos é que criar os nossos "breizh zions" com quem nos quer bem e não com quem quer bens, aí as depressões desaparecem e a existência confunde-se com a vida, e não o contrário, passamos a "habitar com o coração cheio um mundo vazio" despidos de preconceitos e convenções...

1 comentário:

wild child disse...

eu vi uma ruiva no tunel no sabado